Doces lembranças


Sede da fazenda. Quadro pintando por uma prima há alguns anos atrás.
 Gustavo (short azul) com pouco mais de dois anos pilotando a carroça.
Hoje, com 12 anos
Em 2012, com Daniel cavalgando em frente a sede.

Seção nostalgia por aqui novamente. Já faz quase um mês que cheguei aqui, mas as lembranças dos momentos que vivi no Brasil, ainda estão muito presentes.

Há mais ou menos uns quatro dias, eu venho me sentindo muito indisposta. Isso, sem nenhum motivo aparente. E isso tem me afastado um pouco das telas do computador.

Estão acontecendo algumas mudanças na minha rotina por aqui, com relação a trabalho e escola. Sendo assim, acho que isso está mexendo um pouco com meu metabolismo, sei lá, deve ser. Risos

Olhando as fotos da viagem à Minas Gerais, eu me deparei com as fotos da sede da fazenda que era de meus avós paternos.
Após a morte de minha avó, a fazenda foi dividida para os filhos como herança. Essa parte da sede ficou pra um tio, dono do sítio que já mostrei aqui, no post da pamonha.

Essa casa me trás as melhores lembranças de minha vida. Era nela que tudo acontecia. Tudo era centralizado lá. 
Quando a casa estava cheia de filhos, netos, bisnetos, tataranetos etc., era como se o lugar estivesse em festa. Aos Domingos acontecia um almoço especial, aonde vinham todos os tios, primos, a parentada toda, como eles costumam dizer por lá. Nossos dias eram cheios de alegrias. 

Após o falecimento de meu avô, isso  ainda perdurou por vários anos. Minha avó fez questão de que tudo continuasse como antes. Minhas tias queridas e minha mãe passaram a fazer uma escala para nunca deixar minha avó sozinha, até porque ela precisa de cuidados com relação à idade.
Ela morreu lúcida, com 100 anos, 5 meses e 8 dias de vida.  Foi esse o tempo que o Senhor a emprestou pra alegrar as nossas vidas.
Nossa última foto.
Era assim que eu ficava em volta dela, que gostava de muito carinho.


No momento, como já citei, a casa pertence a um dos tios, que colocou um casal pra morar lá. E foi isso que me alegrou. Na última vez que estive lá meses antes de eu vir morar na NZ, a casa estava fechada, e ninguém estava morando nela. Mesmo assim, eu fiz questão de dormir lá pra matar a saudade do cantinho de minha avó.

Dessa vez, a casa tinha vida. A Rosa a  moça que está morando lá, deixou tudo como era antes a pedido de meu tio. Os quadros na parede, as fotos, os móveis etc., Tudo da mesma forma que era enquanto minha avó querida vivia nela.
A Rosa plantou uma horta, um jardim na frente da casa, assim como minha avó gostava. Tinha galinhas no quintal, e alguns bezerros pastando ao lado. Parecia que tudo estava como antes. E estava mesmo.
Pelo menos nas minhas doces lembranças.

Se for da vontade de Deus, será nas terras dessa fazenda que vou passar o resto de meus dias. Essa é a vontade de meu coração.

O depois do depois de um banquinho + Cadeira reclinável




Quando inventei de ser aprendiz de fazer tudo, eu reformei esse banco da foto "antes", que alguns viram aqui.

O tempo passou e meu quarto cada vez mais descombinado.  Aliás, nunca vi tanta falta de combinação em um ambiente. Às vezes, eu sinto que até eu, não faço parte dele. 

Mexe daqui, mexe dali, eu vou inventando as minhas artes. Risos "arte" no sentido de bagunça que fazemos quando crianças. 

Ganhei uma cadeira reclinável. Nova? A tá! Deve ser de terceira ou quarta mão. É assim: não serve pra um, serve pro outro. 

Uma amiga minha ganhou, não tinha espaço em casa pra colocar e perguntou se eu queria. Claro que aceitei, mesmo que colocasse em cima da cama, já que tem tantos móveis, e a cama é tamanho King Size, que só fica o espaço pra passar em volta dela. Risos E olha que o quarto é grande. Risos Mas um  dia, eu vou ter aquela minha casinha dos sonhos, que vocês sabem qual será, e eu coloco do meu jeito. Ah.. se vou! Mudo meu nome pra Vitória, quando isso acontecer. Risos

Voltando a cadeira; ela ficou maravilhosa e super confortável. Só está precisando de uma pequena reforma na parte de madeira. Isso também fica pra mais tarde.

Quando eu olhei pro banquinho, percebi que não tinha nada a ver, e veio a ideia de reformar novamente.
Tirei os retalhos, lavei e vou reaproveitá-los de alguma forma. Não rasgou nenhum.
Arranquei esse estofamento marrom lindo de morrer. Esse era de morrer mesmo.  Lixei, lixei e pintei todo de branco. Ficou bonito, mas estava meio pelado. Pensei em fazer umas artes mais aprofundadas, mas não me senti muito preparada. Quem sabe da próxima vez.

Então, eu forrei com esse tecido com tema de pássaros que vocês já viram por aqui. E como já viram. Rs Usei cola de tecido, e por cima, uma camada de verniz à base de água. E pra terminar e proteger o forro que é claro, eu coloquei plástico transparente grosso, só não sei a espessura.
Esse tipo de plástico é usado como hábito pelas mulheres da família. Isso evita que a toalhas, passadeiras, etc., sujem ou manchem. Muitos não gostam de usar, eu sempre usei e recomendo.
Tirei o estofamento  pois eu quero usar como aparador de alguma coisa. Já tenho a minha cadeira reclinável,  não vou usá-lo mais para sentar. Poderá ser uma mesa de cabeceira, ou apenas ficar enfeitando um canto.

Eu gosto demais de fazer essas transformações. É muito gratificante dar vida ao que poderia ser lixo.

Pequenos acontecimentos que alegram os nossos dias - Califórnia Quail.

 E a mamãe Quail procura dali. E o papai procura de lá.
 Fizeram uma reunião pra decidir qual direção deveriam continuar.
A mãe deu uma olhado de um lado....
e o papai procurando do outro....
E eles encontraram os filhotinhos. Ufa, que alívio! Até eu fiquei cansada só de ver. Risos

Ontem, eu estava aqui dentro de casa e ouvi um barulho estranho lá fora. Pensei que algum passarinho havia batido no vidro da janela ou na parede, de tanto que eles piavam. Peguei a câmera fotográfica e lá fui eu.

Encontrei esses pássaros que são chamados de Califórnia Quail. Eles são um pouco parecidos com codornas ou pequenos faisões. 

Eles estavam tão desesperados, e eu não entendia nada do que estava acontecendo. O interesse deles era tão grande de achar algo, que não estavam muito preocupados com minha presença. Eles só mudavam de lugar quando eu me aproximava. E, para não estressá-los ainda mais, eu resolvi ficar ao longe, só observando.

E assim aconteceu por um bom tempo. Eu até fiquei cansada de tanto ver essa cena e escutar o barulho deles. Era como se estivessem conversando tensos, tentando achar uma solução. Em alguns momentos parecia até que estavam discutindo. Risos

Até o gato Cido estava por perto, e eles não saíram do local.

Depois de quase quarenta minutos, eu já estava quase desistindo de descobri o que estava acontecendo, quando eles foram para a parte de baixo do quintal. Olhei e vi os filhotinhos no meio do mato seco, andando pra lá e pra cá. Eles são tão pequenos que não saíram bem na foto. E também, depois disso, os pais ficaram alegres, e logo foram embora.

E, assim eles foram todos felizes. Afinal, agora a família já estava toda unida novamente.
Obrigada pela visita, e voltem sempre!

São pequenas coisas que fazem a diferença nos nossos dias. Quantas lições podemos tirar de cenas como essas.

Um ano após o terremoto + You raise me up

Catedral de Christchurch antes e depois do terremoto de Fevereiro de 2011.

Hoje, fez um  ano que aconteceu o terremoto na cidade de Christchurch , onde cento e oitenta e cinco pessoas perderam as suas vidas. Pra quem ainda não acompanhava o blog, poderá ver aqui.

Foi um dia muito triste, mas a NZ é um país muito otimista e organizado, e a cidade está se levantando.
Para os que perderam seus familiares, só resta a saudade. Que essa saudade seja transformada em força, como diz a letra dessa linda música que foi tocada em um momento das homenagens.

Escolhi um vídeo com a tradução legendada em Português para que vocês possam sentir a força dessa canção.

Esse Deus é que sempre nos levanta, seja qual for o terremoto que passar em nossas vidas. Além dele, tem sempre um ombro amigo para nos abraçar e nos encher de forças.

Como diz uma amiga nossa: força na peruca!

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O relógio as lembranças e a vontade de aprender.

Transformação feita por minha filha Vivian.

Lá no começo do blog, que na verdade, eu era sem jeito mandou lembrança. Quem chegou aqui há mais tempo, sabe que a única coisa que eu sabia fazer até pouco mais de dois anos atrás, era pregar botão. Risos

Um dia eu estava aqui com meus botões, com meus pensamentos nas preocupações com os meus no Brasil,  peguei um relógio que eu achei no lixo e comecei a transformar. Ele ficou assim:


Depois disso já transformei com outro motivo, e no momento, ele está todo desmontada e vai ganhar cara nova.

Mas o que eu quero contar é que eu estou muito feliz, porque a minha filha Vivian, já está começando a aprender a reaproveitar àquilo que seria lixo, aos olhos de muitos.

Quando estive na casinha dela, aliás, está ficando lindinha. Ela é muito caprichosa, e aos poucos está dando vida ao ambiente. Então, ela me mostrou esse relógio, que foi da avó dela que faleceu no ano passado.
Ele deve ter mais de bons anos de vida, pois eu me lembro muito bem dele, quando casei com o pai das minhas filhas,  meu ex-marido, e já fazem mais de 32 anos. Rs

Como foi da avó dela, tem valor estimativo, e ela relutou em colocar na lata de lixo. 

Ela resolveu arriscar. Fez essa transformação da primeira imagem, usando fita adesiva verde por fora, e amarela por dentro. Isso pra eu não esquecer às cores do me país. 
As flores que ela decorou foram pra simbolizar um jardim. Alguns adesivos que sobraram ela colocou na parede em volta, mas não saíram na foto. 

E outra coisa interessante que descobri: ela acompanha e lê meu blog. Eu havia comentado por aqui um dia, que achava que ninguém de minha família passava por aqui, motivo de não fazer muitas homenagens nos aniversários e datas comemorativas. 
E, não é só ela. Os netos também lêem. Como eles não comentam, eu não tinha como saber. Não é mesmo?

Estou muito orgulhosa dela. É um grande começo, vocês concordam? 
Ela já está com um projeto com alguns caixotinhos. Vamos aguardar!


Beleza e bom gosto pra começar bem a semana.




Mudando radicalmente o rumo das conversas anteriores, eu trouxe hoje, essas lindas imagens cujo link foi enviado via Email, por uma amiga.

Ao ver tão lindas imagens, me transportei pra esse lugar. Afinal, sonhar não custa nada.

Carnaval com calor no Brasil, e aqui um dia super agradável. Hoje, os termômetros marcaram no máximo 24º C. A minha Segunda-feira já está terminando e a de vocês começando.Rs
No Rio de Janeiro a previsão para hoje é de no máximo 35º C. Ambas as temperaturas seriam muito bem suportadas num ambiente tão belo e aconchegante. Risos

É impressionante a beleza dos projetos da Arquiteta Paisagista Maria Luiza.
Pra quem desejar apreciar ainda mais esse lindo trabalho, é só visitar esse link.

Uma semana abençoada pra todos nós.

O sol e o mar levaram a minha tristeza embora.

Piha Beach - Auckland - New Zealand

Depois que cheguei de férias, poucas vezes vi o sol. Já estava até pensando que o verão iria emendar com outono e inverno. Ou seja, frio e chuva o ano inteiro.

Parece que as previsões do tempo para esse verão estão acontecendo realmente. Li nas notícias ano passado, que o início do verão seria de muitas chuvas. Não me importei muito, eu não estaria aqui. Rs E, que no final do verão já seria mais quente. Já cheguei há 19 dias, já estava na hora de fazer um tempo bom.

Assim aconteceu. Depois de um temporal ontem à noite. O dia amanheceu lindo demais.

E, lá fui eu fazer uma caminhada na praia.

Na foto nº 1, é de onde tem um mirante que tem essa linda vista.

Nº 2, eu já estava lá na areia chegando à praia. Surfistas, banhistas, crianças brincando, e até gente acampada. A praia estava com vida. Praia e sol combinam demais.

Nº 3, trilha pra ver a vista lá de cima. Não fui dessa vez, pois deixei meu tênis no carro, e como tinha um compromisso no final da tarde, achei melhor não ir. Assim que fizer um dia lindo como esse, eu volto lá, preparada pra fazer essa trilha e fotografar lá de cima.

Nº 4, essa foto eu tirei lá de cima do mirante. Vendo essa imagem, caminhando descalça na praia, molhando os pés naquela água geladinha, vendo as gaivotas voando, e aquele céu lindo; eu comecei a me sentir de volta a realidade da Nova Zelândia.

É assim que Deus faz. Ontem, eu estava com muita dor de saudade. Até o cheiro dos lugares e pessoas no Brasil, eu ainda sentia.
Depois de desabafar com vocês aqui, e receber tanto carinho pelos comentários e emails, eu comecei a me sentir forte novamente. Muito obrigada a cada um de vocês.

Hoje, eu procurava  sentir o cheiro das praias brasileiras. Descobri que as praias daqui não têm aquele cheirinho gostoso das nossas. Cheirinho de mar. Não sei o motivo, e não me perguntem. Risos Mas é diferente.

E, foi ao descobrir que o cheiro do mar daqui não é o mesmo do mar do Brasil, foi que eu caí na real.
Não estou mais no Brasil e não posso viver aqui totalmente envolvida emocionalmente com as coisas que vi e vivi lá. Ninguém sobrevive assim longe de casa. Não dá pra viver as duas vidas.
Se  eu não separar as coisas, quando a tristeza e a solidão bater, não conseguirei suportar.
Chorar, ficar triste, sentir saudade, isso vai acontecer muitas vezes. Espero que no dia seguinte, faça um lindo dia de sol.

Aqui não tem carnaval. Irei acompanhar as notícias pela internet.

Desejo um carnaval de muita paz. 

A saudade fala Português + Retrovisor

Lake Hawea-New Zealand.

Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida .
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou vir a ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo,
lembrando do passado e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro, que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei,
de quem disse que viria e nem apareceu;
de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram
e de quem não me despedi direito;
daqueles que não tiveram como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre;
de coisas que eu tive e de outras que não tive mas quis muito ter;
de coisas que nem sei que existiram mas que se soubesse,
decerto gostaria de experimentar;

Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente,
como só os cães são capazes de fazer,
dos livros que li e que me fizeram viajar,
dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade;

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que,
não sei aonde,
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é
e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês,
mas que minha saudade,
por eu ter nascido brasileira,
só fala português embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente, quando estamos desesperados, para contar dinheiro, fazer amor e declarar sentimentos fortes,
seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples "I miss you",
ou seja lá como possamos traduzir saudade
em outra língua, nunca terá a mesma força
e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima, corretamente,
a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra para usar
todas as vezes em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor do que um sinal vital
quando se quer falar de vida e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis, de que amamos muito do que tivemos e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...

Sentir saudade, é sinal de que se está vivo!

Desconheço a autoria desse texto. Recebi por email. Embora, gostaria muito de saber para poder parabenizá-lo, por ser tão belo e verdadeiro.
Uma parte dele eu já havia publicado no inicio do blog.

Fagner - Zezé de Carmargo e Luciano - Retrovisor


P.S: Essa música ofereço pra todas as pessoas que de alguma forma fazem parte de minha vida e da minha história.

E não se preocupem, estou bem. Apenas com sintomas de saudade, devido ao pouco tempo que cheguei de férias ao Brasil.

As coisas que vivi e senti na Terra Adorada, ainda estão muito presentes no meu pensamento e no meu coração.
Quando vim morar aqui, eu senti isso por dois meses. Dessa vez, espero que passe bem mais rápido.

Desculpem-me o desabafo, mas eu não tenho ninguém pra partilhar por aqui, a todo o momento que necessito.
E, além disso, o blog é onde eu posso exprimir todos os meus sentimentos e sonhos. Ele é público, eu sei. O mundo inteiro pode ler, não tem problema. Decidi que nunca mais em minha vida eu vou reprimir meus sentimentos.
Aqui, eu sou simplesmente a Lucinha.

Olha a pamonha! Coisas do meu Brasil.

 Preparando a palha para o enchimento.
 Algumas já começando a cozinhar.
No tacho e no fogão a lenha.
Ih.. já encheu uma baciona. (bacia grande) Rs

Gente, eu gosto demais de milho e dos derivados dele. 
 Ao chegar lá no sítio dos tios Celso e Olga, em Resplendor, nas bandas de Minas Gerais, ela, e mais duas amigas estavam preparando as pamonhas com muito carinho.

Elas não sabiam que eu estava indo, mas parece que adivinharam. Eu, como uma blogueira, que mesmo de férias não deixei de ser, saí clicando. Risos

E pra completar, só mesmo uma prosa muito boa na varanda, comendo pamonha quentinha.
Eita trem bão sô!


Essa receita não é da tia Olga. Encontrei na internet, mas é mais ou menos isso. Existem várias formas de preparo e recheio.
Em alguns casos, usa-se a folha de bananeira, no lugar da palha de milho.




Pamonha Salgada

Ingredientes

12 espigas de milho
1 xícara (chá) de leite
2 colheres (chá) de sal
4 colheres (sopa) de queijo minas curado ralado
1 colher (sopa) de margarina
1/2 colher (chá) de açúcar

Modo de preparo

Retire a palha do milho com cuidado, reservando para embalar a pamonha.
Retire o milho da espiga rente ao sabugo com uma faca afiada.
Bata no liquidificador, aos poucos, colocando o leite.
Passe por uma peneira, apertando bem, e despreze a sobra da peneira.
Adicione o sal, o queijo, a margarina, o açúcar e misture com uma colher.

Reserve

Limpe bem a palha e cozinhe em água fervente por 10 minutos.
Escorra e passe pela água gelada.
Sobreponha duas palhas de milho em cruz, e com cuidado, encha a cavidade com aproximadamente, 1 xícara de chá do creme reservado.
Dobre como se fosse um embrulho, fechando as pontas para dentro.
Amarre com um barbante culinário ou uma tira de palha e cozinhe em água fervente por 1 hora.
Escorra e sirva morna ou em temperatura ambiente.
Rendimento: 12 unidades

Fonte da Receita. 

Depois eu vou mostrar a papa de milho, que é minha preferida.
Ai ai, ainda vou morar na roça! 

Muito obrigada a todos pelo carinho e lindas palavras sobre o falecimento do pequeno Miguel.  Foram muito confortáveis ao meu coração, e assim que puder, vou transmiti-las a família.

Homenagem ao anjinho Miguel.

Assim era o Miguel, uma criança muito feliz.
Ao lado, o lago onde ele morreu, tentando nadar com os patinhos.


Nem tudo foi alegria em minha viagem ao Brasil. Quando ainda estava em Resplendor, eu recebi uma triste notícia.

Esse lindo menino que agora é um anjo, chamava-se Miguel e tinha um ano e meio. Era neto dos caseiros da minha Tia Maria, que tem um sítio em Cantagalo-RJ.

Esse casal trabalha nesse sítio há muitos anos. Não estou bem certa, mas deve ser mais de vinte anos, pois eles foram pra lá recém casados, e a filha mais velha, a Jéssica, mãe do Miguel, já está com vinte anos.
São pessoas que amos muito, e consideramos de nossa família. Aliás, muitos poucos na minha família fazem essa separação, patrão e empregado. Como diz o povo lá de Minas Gerais, "gente nossa".
Não dá pra contar aqui, toda a história dessa família, na verdade, meu desejo é contar pra vocês o que aconteceu, e até desabafar um pouco.

No dia 15 de Janeiro, o Miguel estava tratando das criações com uma latinha de milho, como sempre fazia todas as manhãs junto com o avô, que era loucamente apaixonado por essa criança.
Nesse período chegaram algumas pessoas no sítio. Ele colocou o Miguel pra dentro do quintal e fechou. Não se sabe o que aconteceu. Supõe-se, que ele tenha seguido os patinhos e ido com eles para o lago.
Havia chovido muito naqueles dias, e o lago estava muito cheio e com muita lama em volta. Essa foto, eu tirei uma semana depois. Aliás, tirei de longe, e essa é a metade do lago. Não consegui chegar muito perto, tamanha foi à emoção que tomou conta de mim.

A avó pensou que ele estivesse com o avô. O avô pensou que ele estivesse dentro de casa com a mãe e avó.
Até que minutos depois, sentiram falta dele. Jéssica, a mãe, saiu desesperada pelo sítio, e por intuição, foi diretamente para o lago. Ao chegar lá, os patinhos nadavam tranquilamente, e o Miguel estava boiando. Ela mergulhou, pegou o Miguel nos braços, tentou reanimá-lo, e foram as pressas para o hospital.
Infelizmente, muito tarde. O Miguel já não fazia parte desse mundo, ele já era um anjinho do Senhor.

No dia 22 de Janeiro, foi a Missa de sétimo dia dele. Eu estava lá em Cantagalo, e tive a graça de participar. O Padre que celebrou, foi um enviado de Deus para consolar os nossos corações. Eu, nunca havia participado de uma Missa de sétimo dia, tão linda e profunda. Todos nós saímos confortados da Igreja.

Hoje, dia 15 vai acontecer a Missa de um mês, por esse motivo, essa pequena homenagem ao pequeno Miguel, que passou tão rápido em nossas vidas.
Essas são palavras da própria mãe:
O Miguel foi um enviado de Deus, para mudar o rumo de minha história. 


Não vamos julgar, aliás, nem podemos fazer isso. Já chega a dor que essa família está sofrendo.
O que temos que fazer, é rezar por eles, e pedir que o Espírito Santo de Deus, o consolador, tome conta desses corações tão sofridos pela falta do Miguel.

É isso que venho pedir a vocês. Uma palavra que venha confortar esses corações.

Descanse em paz, anjinho Miguel!
Força família. Amo vocês!

Mimos que ganhei + pedido de desculpas

Linda essa bolsa que ganhei da Virgínia Fassarella, com a marca dela
Vimajê. 
Essa passadeira linda, eu ganhei da Valéria. Um lindo trabalho artesanal.
Lindos demais!
E olhem a linda almofada que ganhei da Valéria.
Essa vai ficar no carro.


Esses são alguns dos mimos que ganhei nessa viagem. Eu demorei a mostrar porque estava sem câmera fotográfica.

Na primeira imagem, essa linda bolsa que ganhei da madrinha do blog, a querida amiga Virgínia. Nós tínhamos marcado um encontro, mas devido a um protesto e transtorno das chuvas no ES, eu não consegui chegar ao local.

Ela foi ao aeroporto junto com as irmãs Ione e Leila, que são minhas amigas também. Não deu pra conversarmos quase nada, apenas abraços emocionados. O presente, eu abri dentro do avião. Tem outro mimo que veio dentro, que mostrarei junto com outros que recebi. Obrigada Virgínia, eu amei. e estou usando com maior carinho.

Na segunda imagem, uma linda passadeira que ganhei da minha professora (não é ex-professora, ela me ensina muito a cada dia),  agora uma grande amiga, a Valéria Simonetti, que já apresentei a vocês nesse post aqui.
Na terceira imagem, a primeira foto é de um lindo cordão. Lindo trabalho artesanal, com os dez mandamentos.
A almofada brasileira foi presente dela também, e já estou usando no carro.

Os demais, já estão escrito os nomes, e todos estou usando desde o dia que ganhei. A toalhinha com bordado de ponto de cruz, feito por minha tia Dorcas. Dá vontade de não usar, e só guardar como lembrança.
Todos foram muito úteis em minhas viagens. Agradeço a todas com muito carinho. O valor estimativo desses presentes não tem preço.


Bem, eu já pedi desculpas para algumas meninas, por não ter conseguido organizar um encontro, só que eu realmente fiquei triste por isso não ter acontecido.


Fui ao Brasil numa época complicada, que é o final de ano, onde fazem planos, viagens etc.  Os dias que mais fiquei no Rio de Janeiro, foram entre Natal e Ano Novo, e logo no primeiro dia útil, eu saí para fazer as viagens pelos lugares no interior do Estado. Tudo numa correria louca. Confesso que no final de minhas férias, eu estava muito cansada fisicamente.

Devido a isso tudo, eu não consegui abraçar muitas pessoas que gostaria de ter abraçado. 
A minha mãe, ficou até preocupada por causa da quantidade de lugares que fui. Ela disse que isso não eram férias. Risos

Mesmo assim, eu fiquei muito feliz em ter ido ao Brasil. Matei um pouco da saudade de muitas pessoas e coisas. Vivi momentos que não imaginava viver em tão pouco tempo.
Revi amigos, familiares e fiz novas amizades.

Não vou escrever nomes, mas eu peço desculpas de todo o meu coração, para as meninas que eu havia conversado e falado de um provável encontro.

Espero ir ao Brasil, em breve, ou seja, não quero ficar dois anos e meio sem ir à Terra Adorada. E quando isso acontecer, eu não vou fazer tantas viagens como fiz. Vou tentar escolher dois lugares e ficar mais tempo neles. Sendo assim, vou poder programar as visitas que deixei de fazer.

Só sei que no Rio de Janeiro, será o lugar que menos tempo quero ficar. Eu amo minha cidade, tenho orgulho de ser carioca, mas eu não aguento aquele movimento.

Desculpe-me meninas, por não ter conseguido cumprir com esse desejo de lhes abraçar.

Muito obrigada a todos pelos presentes e e pelo carinho. Amei tudo!

Passeando em outra roça- Cantagalo-RJ

 Ele não está nem com um pouquinho de medo dos bezerrinhos. 
E a vovó Lucinha não tem medo do tourão. Rs
 E trata das criações. (assim que eles falam na roça).
 E monta na mulinha com a ajuda do tio Milton.
Fátima lavando a taioba para o nosso almoço.
E na caminhada do final da tarde, nós curtimos essa linda paisagem.
A tia Maria e o Luciano quase na hora da partida. Acho que eles não estavam com vontade de ir embora. Rs

Não fiz os posts pela sequência da viagem. Isso por causa das inúmeras fotos que tirei e não ficaram boas.
Estou tentando resgatar as melhores pra mostrar aqui.

Essa viagem foi á ultima que fiz na minha viagem ao Brasil. Esse lugar chama-se Cantagalo e fica no Estado do Rio de Janeiro. Um lugar que também vivi lindos momentos em minha vida. Hoje em dia, meus netos estão podendo viver um pouco daquilo que vivi por lá.
Dessa vez, levei o Luciano, meu neto mais novo. Ele está com cinco anos e já vai fazer 6 anos no mês de Março.

Foi muito bom passar alguns dias com ele. Na verdade, mesmo quando eu morava no Brasil, não tínhamos uma convivência diária, e muitas vezes nem semanal. Quando vim morar na Nova Zelândia, ele estava com três anos de idade. Ficamos dois anos e meio sem nos ver.
Nesse período, nos falamos por telefone, ou nos víamos na  webcam. E lembro-me que um dia, ele começou a pular atrás da mãe dele, em cima da cama. Queria mostrar que já estava crescidinho e sabia fazer bagunça.

Mesmo assim, ele foi comigo, minha tia Maria, Tio Milton e a esposa Fátima, sem a mãe.
Achei que ele fosse estranhar em alguns momentos, só que me enganei. Ele se comportou muito bem, como se nosso convívio nunca tivesse sido à distância.

E como eu já comentei aqui, em um dos posts sobre a viagem, todos os meus netos gostam de roça e animais, assim como eu. Deve ser por isso, que apesar deles terem uma avó que mora do outro lado do mundo, eles me amam, e também são muito amados por mim.

A nossa presença na vida de qualquer pessoa, não depende só da presença física ou do convívio diário. A nossa presença  na vida de uma pessoa depende da quantidade de amor que espalhamos à nossa volta.

Esse amor que recebi desses meus tios que vocês estão vendo nas fotos, é espalhado de geração em geração.

Um abençoado final de semana!

Ovo de casca azul - Será que alguém pintou? Claro que não.


Há algum tempo atrás, eu li na internet que em certo lugar do Brasil haviam descoberto uma galinha que botava ovo azul. Pra mim não era nenhuma novidade, pois eu já havia criado esse tipo de galinha em meu quintal, há mais de quinze anos atrás, e todos os meus tios que têm fazenda ou sítio têm galinhas que botam ovos azuis.

Nessa minha viagem a Minas Gerais, eu ganhei uma dúzia de ovos, e lá no meio tinham vários ovinhos azuis.
Resolvi tirar fotos e mostrar pra vocês, mas sei que isso não é novidade para muitos, principalmente para aqueles que moram ou tem acesso as coisas da roça.

Se vocês souberem de alguma explicação para esse tipo de fenômeno, favor partilhar conosco. Eu adoraria saber mais sobre esse assunto. Afinal, um ovinho caipira é uma delícia, independente da cor da casca, não é
mesmo?

Acho que vou ter que mudar o tema do blog. O assunto "roça", está em alta por aqui. Risos Trem bão!

A casinhas dos meus sonhos - Coisas que vi por onde passei


Por um bom tempo eu vou postar imagens de minha viagem ao Brasil. A minha câmera fotográfica, que já havia apresentando alguns problemas, e me deixado na mão em alguns momentos, eu consertei e dei pro Daniel. Assim que tiver uma promoção por aqui, eu compro outra.

Nas minhas andanças nas estradas, fui visitar um sítio de um amigo. No caminho, eu vi várias imagens que me encantaram e me chamaram à atenção. Parei algumas vezes, afinal, blogueira vê as coisas de longe, e quer logo fotografar. Risos

Quem me acompanha há mais tempo, já sabe de minhas histórias, mas quem não sabe, eu vou repetir.
Moro na Nova Zelândia por opção. Na casa que eu moro, que não é minha, eu não posso mudar muitas coisas.
No Brasil, eu tenho um pequeno apartamento, ondem moram minha filha mais nova a Patrícia, e meu neto Luiz Gustavo.
Nesses dois anos e meio que fiquei sem ir lá, eu imaginava que teria tempo pra fazer umas mudanças, e até fiz alguns mimos pra levar. Só que eu me esqueci, ou não me atentei, que não moro mais lá. Então, como posso mudar, um lugar que eu fico muito pouco. Imaginem? Eu colocaria as coisas do meu jeito pra ficar menos que trinta dias, acho até que foi menos. Risos Fugi do Rio, mais rápido que pude. 

Conclusão: A bobona aqui, sentimentalista que só, ficou um pouco frustada com algumas coisas. Meu quarto, tudo bem, estava quase do mesmo jeito que eu deixei, e quero que continue. 
Outros coisas, não estavam exatamente como deixei. Fiquei um pouco contrariada, mas respeitei.
Então, não vale a pena, eu querer agora, colocar em prática as coisas que aprendi aqui na blogosfera, numa casa, que sabe Deus quando que vou estar nela. Risos

Como não devo mudar lá, e não posso mudar aqui. Lá volto eu para a minha casinha dos sonhos, que vocês já conhecem muito bem.
Isso, ninguém pode tirar de mim. Meus sonhos me pertencem. 


Os poucos minutos que fiquei parada em frente essa casinha, pude perceber, que a casa estava sem moradores, ou então, estavam viajando. Nenhuma roupa no varal, nenhuma janela aberta, nenhum sinal de movimento de pessoas, nenhum cachorro. Apenas alguns animais pastavam distante dali.

Fico imaginando como deve ser linda por dentro. Talvez tenha até um fogão à lenha, os móveis devem ser antigos e conservados. Os piso da cozinha talvez seja de chão batido e encerado, que chega a brilhar. As panelas devem ser tão bem areadinhas que parecem espelhos.
O chão da sala e quartos devem ser de madeira, tipo assoalhos antigos, encerados com cera incolor.
As cortinhas de crochê ou rendinhas. As camas forradas com colchas brancas com bordados em ponto de cruz. E muitas outras coisas que posso imaginar dentro da minha casinha dos sonhos. Aliás, deixei muitos sonhos nessa estrada também.

Aqui no meu blog, que eu chamo de meu jardim, é que me realizo. Aqui, eu posso ter tudo. Aqui eu posso ser essa Lucinha que vocês viram no post anterior.
Não é difícil ser feliz nas pequenas coisas, o ser humano é que complica.

Hoje, eu recebi um comentário da Angela do blog Nos passos de Jesus, que chegou agora no meu blog.  "Suas postagens refletem a alegria de viver". Gostei muito. Obrigada Angela, pelas palavras!
Você acertou, eu tenho muita alegria de viver. Alegria que vem do Senhor.

Um Santo Domingo para todos! O meu já está terminando. Risos

Gostar de roça e de animais está no sangue


Esse é o meu neto mais velho, o Daniel. Meu rapazinho de 14 anos. Foi esse que me fez ser avô aos 37 anos. Um adolescente amoroso e responsável. Um motivo de orgulho pra mim.
Passamos dias maravilhosos juntos nessa viagem. Momentos que nunca esqueceremos.

Todos os meus netos me puxaram no sentido de gostar de roça e animais.
Depois vou mostrar o Luciano, o mais novo, numa viagem que fizemos pra uma roça maravilhosa no interior do Rio de Janeiro.

Mas voltando a nossa prosa, o Daniel foi pegar a nossa égua Princesa no pasto. Ela deu só um pouquinho de trabalho, mas logo atendeu aos chamados dele, e logo ficou prontinha.

Antes, ele deu uma escovadinha. Afinal, a nossa princesa precisa ser muito bem cuidada.

Ela foi amansada pelo nosso amigo Vaguinho, que é o nosso vizinho mais próximo. Ele mora logo ali de mineiro. Risos

O papai disse que eu seria a primeira pessoa a montar nela. E assim aconteceu. Égua mansa, e eu, que modesta parte, não esqueci como montar, já que fazia muito bem, na minha infância e juventude.
E lá fomos nós pelos pastos e pela estrada. Eita trem bão sô!
Segura peãoooooooooooooooooooo!

Memórias de minha viagem ao Brasil II - Continuando a nossa aventura

Saímos de Vitória de trem, meio de transporte escolhido por mim. Eu queria reviver essa viagem na Estrada de Ferro Vitória-Minas, que muitas lembranças lindas que ficaram gravadas em meu coração.

A chuva não dava trégua, e a nossa viagem parecia ameaçada por ela. Em um bom trecho da ferrovia, via-se os estragos feitos pelas cheias do Rio Doce. Esse trem vai até Belo Horizonte, mas devido ao mau tempo, o trem só foi até a cidade de Governador Valadares. Nós descemos bem antes, na cidade de Resplendor, onde nasceram meus pais, e onde eu vivi os melhores momentos de minha vida, enquanto passava férias escolares.

Antes da divisa do Estado do Espírito Santo e Minas Gerais, a paisagem começou a mudar. O céu ficou azul,   que logo deu cor ao Rio Doce, que estava com uma cor barrenta.


Na minha infância e juventude, enquanto eu fazia essa mesma viagem, gostava de admirar a beleza do Rio Doce pela janela. Muitos sonhos meus, ficaram às margens desse rio.

Apesar do mau tempo, a viagem de trem só atrasou trinta minutos. Agora, já estávamos em Resplendor. As estradas estavam intransitáveis, e o carro agarrou por duas vezes. Daniel e papai deram uma forcinha, e dessa nós passamos.

Até um certo ponto, conseguimos chegar de carro, mas lá já estava o amigo Vaguinho e o filho Caio nos esperando com a charrete e um  cavalo. Essa galocha eu comprei pra poder enfrentar o barro.

Vocês devem estar pensando que foi terrível para nós, mas não foi. Falo por mim, eu estava muito feliz. Amo esse lugar, e desde que tenho noção das coisas, eu já entrei lá, até de trator na época das chuvas. Nada, me impedia ou impede de chegar lá.


E o cavalo chamado Cacheado que nos levou até o nosso destino que é o sítio de meus pais.
Mamãe não foi. Ela não gosta de roça, e seria muito sacrifício pra ela esse tipo de viagem. O Gustavo teve problemas escolares e não pode ir. Então, eramos, eu, papai e Daniel em nossas aventuras.

Durante esse percurso, meu coração batia forte devido ao tamanho do amor que sinto por esse lugar, que foi herdado por minha mãe na divisão da herança de meus avós. Essa terra é um pedacinhos deles. Tudo lá lembra os dois.

Tenho muito pra falar sobre esse lugar. Eu, geralmente, sou uma pessoa muito feliz e sorridente, mas como estou lá, eu sinto uma alegria imensa no meu coração. Lá, eu sou a Lucinha, uma mulher na maturidade, mas que guarda lembranças lindas de um tempo que marcou a minha vida e a minha história.

Um abençoado dia!

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