Sede da fazenda. Quadro pintando por uma prima há alguns anos atrás.
Gustavo (short azul) com pouco mais de dois anos pilotando a carroça.
Hoje, com 12 anos
Em 2012, com Daniel cavalgando em frente a sede.
Seção nostalgia por aqui novamente. Já faz quase um mês que cheguei aqui, mas as lembranças dos momentos que vivi no Brasil, ainda estão muito presentes.
Há mais ou menos uns quatro dias, eu venho me sentindo muito indisposta. Isso, sem nenhum motivo aparente. E isso tem me afastado um pouco das telas do computador.
Estão acontecendo algumas mudanças na minha rotina por aqui, com relação a trabalho e escola. Sendo assim, acho que isso está mexendo um pouco com meu metabolismo, sei lá, deve ser. Risos
Olhando as fotos da viagem à Minas Gerais, eu me deparei com as fotos da sede da fazenda que era de meus avós paternos.
Após a morte de minha avó, a fazenda foi dividida para os filhos como herança. Essa parte da sede ficou pra um tio, dono do sítio que já mostrei aqui, no post da pamonha.
Essa casa me trás as melhores lembranças de minha vida. Era nela que tudo acontecia. Tudo era centralizado lá.
Quando a casa estava cheia de filhos, netos, bisnetos, tataranetos etc., era como se o lugar estivesse em festa. Aos Domingos acontecia um almoço especial, aonde vinham todos os tios, primos, a parentada toda, como eles costumam dizer por lá. Nossos dias eram cheios de alegrias.
Após o falecimento de meu avô, isso ainda perdurou por vários anos. Minha avó fez questão de que tudo continuasse como antes. Minhas tias queridas e minha mãe passaram a fazer uma escala para nunca deixar minha avó sozinha, até porque ela precisa de cuidados com relação à idade.
Ela morreu lúcida, com 100 anos, 5 meses e 8 dias de vida. Foi esse o tempo que o Senhor a emprestou pra alegrar as nossas vidas.
Nossa última foto.
Era assim que eu ficava em volta dela, que gostava de muito carinho.
No momento, como já citei, a casa pertence a um dos tios, que colocou um casal pra morar lá. E foi isso que me alegrou. Na última vez que estive lá meses antes de eu vir morar na NZ, a casa estava fechada, e ninguém estava morando nela. Mesmo assim, eu fiz questão de dormir lá pra matar a saudade do cantinho de minha avó.
Dessa vez, a casa tinha vida. A Rosa a moça que está morando lá, deixou tudo como era antes a pedido de meu tio. Os quadros na parede, as fotos, os móveis etc., Tudo da mesma forma que era enquanto minha avó querida vivia nela.
A Rosa plantou uma horta, um jardim na frente da casa, assim como minha avó gostava. Tinha galinhas no quintal, e alguns bezerros pastando ao lado. Parecia que tudo estava como antes. E estava mesmo.
Pelo menos nas minhas doces lembranças.
Se for da vontade de Deus, será nas terras dessa fazenda que vou passar o resto de meus dias. Essa é a vontade de meu coração.



















