Mostrando postagens com marcador Nova Zelândia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nova Zelândia. Mostrar todas as postagens

Dupla cidadania + Superação, força, fé em Deus e agradecimento


Foto após a cerimônia.
Recebendo o certificado pelo prefeito da cidade Greg Brownless


No último dia 13, aconteceu a cerimônia da minha cidadania Neozelandesa. Estava esperando chegar a foto oficial para compartilhar com vocês. Sei que estou muito ausente daqui e muitos acontecimentos importantes não foram mostrados. Esse momento, portanto, não poderia deixar passar em branco.

Em 2009 eu decidi sair do Brasil e vir morar na Nova Zelândia. Deixei pra trás minha família, meu trabalho, meus amigos, minha casa, minha igreja e muito mais pra tentar a vida nesse país tão distante. No começo não foi nem um pouco fácil. Deixar o porto seguro pra viver numa cultura, idioma, clima etc., não é tão fácil como as pessoas pensam. Passei por momentos de muita solidão., e até por depressão. Sentimentos que foram mais fortes vivendo longe da família, mas os mesmos sentimentos que já havia passado morando perto.

Claro, tive que ser muito mas forte para passar por tudo isso. Muitas coisas contribuíram pra me dar forças pra continuar. A primeira delas foi o apoio de minha família. Cada um deles contribuiu de alguma forma para que eu nunca desistisse. 

Aprendendo a lidar com isso tudo, segui em frente. Não dá pra voltar atrás, quando o barco está em alto mar. Na verdade, nunca foi minha intenção voltar. Nem mesmo nos piores momentos.

Acho que toda a mudança gera incertezas. Quanto mais quando isso inclui um idioma diferente. Cheguei aqui com o Inglês no nível básico dos básicos. Ou seja, o mesmo que nada. Tive que aprender para sobreviver. Ainda tenho muito que melhorar, mas nesses mais de sete anos, nunca levei tradutor comigo pra nenhum lugar, ou para resolver qualquer assunto com relação á imigração, médicos, carteira de motorista, trabalho e tudo mais.

Morei seis anos em Auckland. Vocês que me acompanham desde o começo do blog sabem que eu amava aquele lugar. O jardim, a horta que construí com muito carinho e cuidei com muito amor. O gato Cido, que era adotivo, mas era como se fosse meu. Esse gato foi meu companheiro de momentos de solidão. O cão Diesel da vizinha. Nossa, muitas vezes, ele ficou sentadinho do outro lado da cerca me observando.  Às vezes, sentava na beirada da cerca e desabafava com ele. Sei que ele entendia, pois eu lia isso em seus olhos. Eu estava me sentindo muito só enquanto morava lá. Decidi então mudar de  cidade e viver uma nova vida. Foi quando aconteceu de reencontrar uma pessoa que já era do meu círculo de amizades. Resolvemos então, juntar as nossas solidões e tentar um relacionamento. Isso foi há um ano e seis meses, quando mudei pra cidade onde estou morando no momento.

Mudança de cidade e estilo de vida, foi outro choque. Onde morava era bem afastado dos grandes centros. Muito perto da área rural. Aqui, apesar de ser um local bem pequeno, por ser muito próximo da praia talvez, o ritmo de vida é bem diferente. Isso tudo foi muito bom para mim. Tenho uma vida social devido ao grande número de amigos e relacionamento de negócios que meu marido, companheiro, namorado tem. Como vocês quiserem chamar. Risos

Enfim, eu vim pra contar da minha cerimônia da cidadania e acabei escrevendo um pouco mais. Agora, sou uma mulher com dupla cidadania. Orgulho de ser brasileira. Amo o Brasil, apesar de tudo. Mas, depois do último dia 13, sou cidadã neozelandesa também. Coisa que orgulho muito. Ser cidadã desse país tão lindo, é uma grande honra.

Agradeço a Deus em primeiro lugar por ter me dado forças. Minhas família, meus amigos mais próximos do Brasil, meus amigos novos que fiz na Nova Zelândia, todas as pessoas que contribuíram de alguma forma para que eu conquistasse o meu visto logo no começo, E para uma pessoa muito especial chamado Paul, que é o meu maior incentivador no momento.

Isso tudo me fez lembrar de meu passado distante, enquanto morava no Brasil. Quando postei no WhatsApp do grupo da família, meu irmão escreveu um texto muito bacana, onde eu resolvi compartilhar com vocês.

Escrevo diretamente pra Lucinha, mas compartilho com o grupo.

Ontem, foi um dia alegre em que nossas vidas se confirmou. Digo nossas vidas porque direta e indiretamente, afeta a mim, mamãe, papai, as crianças e todos que gostam muito de você.

Passei o dia pensando, e, sem querer, fiz muitas reflexões. Melhor, acho que fiz uma retrospetiva.

Como um filme que passa em na tela do cinema, viajei em cenas que vivenciamos. Lembrei de um tempo ruim pra você e que , num pedaço de papel, escrevi a letra do Raul Seixas "Tente outra vez", que diz mais ou menos assim. "Não diga que a canção está perdida. Tenha fé em Deus, tenha fé na vida. Tente outra vez".

Sem saber do futuro você guardou esse pedaço de papel e continuou a sua sina. Em outro tempo, também ruim, eu escrevi pra você outra letra. Dessa vez, do Almir Sater (lembra?) "Tocando em frente", que diz mais ou menos assim. "cada um de nós compõe a sua história. Cada ser carrega em si, o dom de ser capaz e ser feliz".

Você provou que tanto o Raul Seixas, quanto o Almir Sater estão certos. As duas fotos a seguir sintetizam a história e dispensam palavras.

Eu te admiro e te amo muito. 

Mensagem de Luiz Cláudio meu irmão querido, enviada pelo grupo do WhatsApp.

"Um dia a gente chega, no outro vai embora".

A mensagem que quero deixar é: Nunca é tarde pra recomeçar. Nunca é tarde pra realizar os sonhos. Nunca é tarde pra ser feliz.

" Pois é de batalhas que se vive a vida". "Tente outra vez" Raul Seixas.
" Cada um carrega em si o dom de ser capaz e de ser feliz". Almir Sater

Votação para o novo design da bandeira da NZ - O que vocês acham?

Bandeira atual da Nova Zelândia
As cinco finalistas

Entre 20 de Novembro e 03 de Dezembro, acontecerá o primeiro referendum para a escolha da nova bandeira da Nova Zelândia. Houve um concurso, onde foram escolhidas cinco (imagens acima). A mais votada no primeiro irá concorrer com a bandeira atual no segundo referendum, que será entre 3 e 24 de Março de 2016.

As opiniões por aqui são variadas. Os mais antigos, optam pela permanência da primeira bandeira, por vários motivos. Já os mais jovens, optam pela mudança.

Quem desejar aprofundar no assunto é só clicar aqui



Particularmente, acho a bandeira da Nova Zelândia muito linda. Porém, ela ainda carrega o desenho britânico, sendo que, há muito tempo o país não é mais dominado pelo Reino Unido. Outro fato, é que é muito parecida com a bandeira da Austrália. Vejam acima.

Depois eu conto pra vocês o resultado do primeiro referendum. Eu voto na mudança. Acho que a Nova Zelândia merece uma bandeira diferenciada, que poderá ser, pelo design moderno, uma das mais lindas do mundo.

Em qual delas vocês votariam?

Verão na NZ - Esculturas Maoris - Desaconselhável para menores de ...


O Verão começou oficialmente na NZ, dia 1° de Dezembro. Nesse dia, choveu muito e fez frio. No dia seguinte, fomos presenteados com um lindo dia de sol. Coisa rara no últimos meses, então, resolvi aproveitar o dia.

Durante o intervalo de um trabalho pro outro, parei pra dar a minha caminhada diária. Esse lugar é um centro turístico muito visitado e tem várias trilhas para caminhada. Aliás, o que não faltam aqui, são trilhas. Elas são muito bem feitas, sinalizadas e com mapas durante os trajetos.

Todas as vezes, que vou caminhar por lá, entro pra ver as esculturas Maoris, e diversas exposições que sempre acontecem lá dentro. Um passeio ecológico e cultural ao mesmo tempo. Olhando as esculturas, resolvi fotografar e mostrar aqui.  Sei que vão existir várias opiniões sobre as imagens. O que pode parecer estranho, tem um grande valor para o povo desse país.

Os Maoris (indígenas), foram os primeiros habitantes da NZ, e depois chegaram os europeus. Não houve colonização, e sim, o Tratado de Waitangi, assinado em 1840. Quem desejar se aprofundar mais, em Português e Inglês. É uma história muito interessante. Gosto demais da cultura deles e do Idioma, que é o segundo oficial do país.

Enquanto estava por lá, chegaram vários ônibus com turistas de vários países do mundo. E, todos paravam para fotografar a entrada (primeira foto abaixo). Engraçado é observar as reações das pessoas ao verem os órgãos genitais das esculturas. Risos. Por isso escrevi, desaconselhável para menores de .... no título.  A idade está na cabeça de cada um.  Espero que não tirem meu blog do ar por causa disso. Risos.

De cima para baixo- Tiriwa, Hape, Hoturoa, Te Kawerau a Maki e Te Hawiti.
The Hawiti - Visto de dois ângulos
Himiona Heketarere e Te Ure

 O povo Maori tem um respeito imenso pela natureza e pelos ancestrais.

Não fiquem com medo das esculturas. Tudo que vem deles, é do bem e para o bem. Como escrevi acima, pode parecer estranho para nós, para os neozelandeses tem um grande valor.

Apesar da previsão do tempo não ser das melhores para os próximos dias, não posso deixar de dizer:

Seja Bem Vindo Verão!

Cinco Lições para aprender com o povo da Nova Zelândia + Eu aprendi muito mais.

Edifício do Parlamento Neozelandês em Wellington.
Foto que tirei ontem, numa viagem à trabalho.

Cinco Lições que aprendemos com o povo da Nova Zelândia

Um dos países mais bonitos e intocados do mundo também preserva em seu povo valores ainda não contaminados…

Fizemos uma lista com o que achamos de mais interessante no povo daqui, aquilo que mais nos tocou, nos fez aprender e até mesmo passar a olhar sob uma nova perspectiva para nossa própria cultura.
E aí vai a nossa tentativa de descrever uma nação de 5 milhões de pessoas em algumas palavras.


1ª lição: Não ser escravo da ditadura da beleza!

Pra quem vem do Brasil, onde a maior parte das pessoas é obcecada com seus corpos e principalmente as mulheres são extremamente críticas e competitivas umas com as outras, a diferença que se nota por aqui é gritante! Os neozelandeses não são tão preocupados com a própria aparência e nem com o que os outros pensam.

Em 1º lugar, não se vestem pra impressionar. Compram roupas boas e de qualidade sim, mas não são ligados em grifes e nem escravos da moda. Cada um usa o que quer. Isto muda um pouco nas grandes cidades Wellington, Auckland e Christchurch que, por serem centros comerciais e multiculturais, são mais influenciados pelas tendências mundiais, mas nas demais cidade da NZ o estilo informal, o conforto e a simplicidade são o que prevalesce!

Uma vez vimos um homem de negócios em Auckland vestindo uma camisa formal e gravata… E calções de surf. Ele estava ótimo! Este não é um “look” que encontraríamos facilmente em Londres, NY ou São Paulo.

Com frequência também se vê muita gente de pijama e chinelo com meias em supermercados, shoppings… Em todos os lugares! E ningúem olha de cara feia, é normal! … E libertador!

As mulheres também não usam tanta maquiagem e nem se mostram tão ansiosas e frustradas com o próprio corpo. Cirurgia plástica aqui é coisa raríssima, próteses de silicone e rostos esticados quase não se vê, corpos anabolizados também não!

A velhice não é vista como um fantasma e o estigma e os preconceitos que a cercam são menores do que no Brasil. Não a toa, o país ficou em 7º lugar em ranking de bem estar de idosos na pesquisa O levantamento Global AgeWatch Index 2013, realizado pela ONG HelpAge International.

A juventude aqui não é apresentada como a única “verdade”, pois a sociedade não exclui o idoso, que continua integrado socialmente e produtivo até muito tarde. Livres das restrições da profissão ou trabalhando em tempo parcial, muitos aproveitam a liberdade conquistada para viajar. É muito comum casais acima de 70 que venderam suas casas, compram um motohome e pegaram a estrada.

Quando se vive num país assim, a obsessão pela busca da eterna juventude deixa de ser uma necessidade. As pessoas não sentem que precisam lutar tanto contra rugas, cabelos brancos, flacidez. É notável a quantidade de mulheres que usam cabelos grisalhos. E não digo grisalho curtinho. Cabelos longos, na metade das costas.

Mas não entendam errado! A falta de vaidade em excesso não quer dizer desleixo ou sedentarismo. Todo mundo faz alguma atividade física e a alimentação (baseada no estilo Inglês da carne com 3 vegetais) não é tão gordurosa, apesar do fish and chips…

O motivo? Não sei… Mas acredito que a ausência de um investimento tão agressivo na propaganda do corpo “perfeito” e a falta de uma pressão social para que a homens e mulheres se enquadrem em determinados padrões estéticos ajude. Concidentemente, é um dos países menos sexistas do mundo. Mas isto já é assunto para outro post…

2ª lição: Aprender a relaxar…

Zero stress! Os kiwis são calmos e muito “relax”, fazem tudo no seu próprio tempo e dão a impressão de nunca terem pressa.

Puxam assunto com desconhecidos no mercado, postos de gasolina, todos os lugares. A pergunta que mais fazem é “Como está sendo o seu dia?” e se você levar a sério e resolver responder em detalhes, eles vão prestar atenção. Impressionante!

Eles também tem a maior paciência para tentar te entender, mesmo quando seu inglês não é tão bom e adoram dar informações.

Mas se você estiver numa fila para ser atendido, o funcionário só irá lhe dirigir o olhar quando terminar de atender por completo quem está na sua frente. Você se torna invisível até então, mesmo que só queira fazer uma simples pergunta (não tem essa de interromper “rapidinho”). Mas ninguém vai te apressar quando for sua vez.

Para nós brasileiros, acostumados a fazermos 500 coisas ao mesmo tempo, isto é um pouco irritante as vezes, mas com o tempo se aprende a esperar.

Kiwis também demoram a responder emails e muitos não trabalham todos os dias da semana.

Este jeito relax e a falta de urgência as vezes é interpretado como falta de ambição. Afinal, nos tempos de hoje, time is money…

3ª lição: Conservar a pureza

À primeira vista, a “ingenuidade”dos kiwis é meio chocante, mas quando você se acostuma com ela, passa a achar adorável!

A falta de desconfiança se deve, principalmente, à uma cultura de honestidade, na qual existem regras claras e o esforço comum em mantê-las, além de uma forte intolerância contra a corrupção e malfeitos!

Não faz parte da cultura kiwi estacionar o carro em local proibido, furar filas, subornar policiais, ou qualquer comportamento com base na Lei de Gérson, onde “O importante é obter vantagem em tudo”. Mas nem sempre foi assim! Há três décadas atrás o país estava infestado de corrupção, igual ao Brasil ou pior. Hoje é um dos países menos corruptos do mundo. A virada aconteceu com a perseguição implacável aos corruptos. Uma legião de pessoas afins, com princípios éticos e elevado conceito de cidadania fizeram com que o país desse a volta por cima.

Os kiwis são muito abertos à novas ideias. Em nossas trocas de e-mails em busca de apoio para o nosso projeto, fomos tratados como verdadeiros amigos. Pelo menos três desconhecidos ofereceram suas casas para passarmos uns dias e outros tantos dedicaram tempo a nos passar dicas valiosas.

Esse jeito deles pode parecer estranho para nós brasileiros, que temos motivos de sobra para sermos desconfiados, mas faz sentido em se tratando do país eleito o menos corrupto do planeta em 2013 (pela ONG Transparência Internacional em análise sobre 182 Estados). Não é toa que os índices de confiança interpessoais sejam altos por aqui!

Mas se percebem que se tenta tirar vantagem deles, não pensam duas vezes em deixar claro que não gostaram. São muito francos, diretos, e não tem pudor em falar o que pensam.

Eles também não colocam malícia em tudo, diferente dos latinos. Acham natural, por exemplo, desconhecidos do sexo oposto sorrirem e se cumprimentarem na rua, sem interpretar este ato como um convite pro sexo. Vamos copiar?

4ª lição: Manter a mente aberta

A Nova Zelândia é uma nação vanguardista, que desde cedo esteve à frente de seu tempo. Grande defensora dos direitos humanos, criou leis rígidas contra qualquer tipo de discriminação.

Foi o primeiro país a instituir o direito de voto às mulheres em 1893, aos idosos o direito às pensões e atua ativamente nas negociações internacionais sobre proteção do meio-ambiente e programas antinucleares.

Acolhe casais do mesmo sexo com os braços abertos, além de ter sido o primeiro país na região da Ásia-Pacífico a legalizar o casamento homossexual. Bares e clubes gays podem ser encontrados em todo o país de Queenstown a Auckland.

O aborto aqui também é legalizado e religião é uma questão de consciência de cada um.

5ª lição: Faça você mesmo

Enquanto a classe média no Brasil sempre paga a alguém para fazer pequenos reparos na sua casa, manda emoldurar um quadro ou contrata um jardineiro, aqui na Nova Zelândia o comum é o princípio faça você mesmo (em inglês do it yourself, sigla DIY).

Aqui fazer faxina, pintar a casa, trocar um piso, colocar uma porta nova, cortar a grama, entre outras atividades, são tarefas rotineiras de qualquer família. As atividades são unisex e as mulheres não são poupadas de nenhum trabalho físico, já que a cultura não a enxerga como sendo mais frágil que o homem.

As pessoas não se envergonham disso e acham super normal. Um dos motivos é o custo da mão de obra por aqui. Como os salários para qualquer função são dignos (O salário mínimo é atualmente é NZ$13.75 por hora), incluindo faxineiras, carpinteiros, pintores, pedreiros, entre outros, chamar alguém para realizar uma tarefa destas sai caro. Para eles, nada mais natural economizar esta grana e fazer eles mesmos.

Os Kiwis não se sentem diminuídos por colocarem a mão na massa e a classe média neozelandesa não compartilha do medo que a classe média brasileira tem de parecer pobre.

Nossa lista não acaba por aqui! Poderíamos também citar o grande respeito que eles tem pelo meio ambiente, a forma como criam seus filhos para serem independentes, o senso de cidadania, entre muitas outras coisas. É, a Nova Zelândia vai deixar muitas saudades… Ôooo povinho bom!!!!

Fotos : Google Images autores desconhecidos

Créditos da matéria Nômades Digitais por Posted by Bárbara Rocha.

Há muito tempo venho pensando em falar mais um pouco da NZ pra vocês. Hoje, uma amiga daqui, compartilhou esse texto no Facebook. Gostei muito e vim mostrar pra vocês. A primeira foto é minha. Tirei ontem, numa viagem rápida a trabalho na capital do País. As demais, foram tiradas do google pelo autor matéria.

Estou em clima de mudança de casa. Assim que me organizar, conto pra vocês. 

Espero que tenham gostado de saber um pouco desse país que tanto amo.

Um lindo e abençoado dia!

Quatro anos na terra dos Kiwis - Aotearoa - New Zealand.


Auckland - A cidade que me acolheu.
Fica há 12259 km de minha cidade natal.
Sky Tower - Onde acontecem os primeiros fogos de artifícios do mundo saldando o novo ano.
Estação das Barcas que nos levam às Ilhas. Auckland
O povo Maori, cuja cultura me encanta. Rotorua.

Praia que cavando em certos lugares, encontramos água natural e quentinha, ou quase fervendo. Coromandel.
Tem erupção vulcânica. Rotorua
Muitos esportes radicais.
Mais ovelhas do que pessoas. Rs

Paisagens assim nas estradas. Ilha do Sul.

Ou assim. Ilha do Sul
Animais e ...
aves marinhas. Muriwai Beach
Onde o tempo parece parar, assim como uma boa pescaria de truta no Rio Tongariro.

Dois de Julho de 2009. Dia que a minha vida mudou radicalmente, ao pisar nas terras neozelandesas.

Nesses quatros anos, aprendi e vive coisas que talvez não tenha vivido em meio século no Brasil. Foi como se eu tivesse saído de uma redoma. Acontecerem coisas negativas e positivas, e todas me deram um aprendizado sem igual.

Experimentei culinárias, conheci pessoas de hábitos, culturas, idiomas de países que nem imaginava existir. 

Muitos pensam, eu também pensava mais ou menos assim; que primeiro mundo significa luxo e riqueza. Pode ser até que seja assim em outros países; não aqui na NZ. Falando de minha experiência pessoal, chama-se qualidade de vida e igualdade social.

Tenho muito mais que isso pra falar sobre a minha experiência nesse país que me acolheu, e que eu escolhi pra viver. Talvez, isso coubesse em um livro, se eu fosse escritora. 

Pra quem deseja conhecer a Nova Zelândia, ou saber um pouco mais, eu indico esse link do Blog Casos e Coisas da Bonfa. A Katia Bonfadini esteve aqui, e fez um post maravilhoso sobre a viagem. As fotos dela ficaram lindas e as descrições perfeitas. 

Além de me autorizar mencionar o link, ela ainda me deixou à vontade para usar as fotos. Mas, achei por bem, trazer apenas uma, e as demais, vocês poderão apreciar lá.
Muito obrigada Katia!

Champagne Pool 

Minha participação da Blogagem Coletiva Países - Volta ao Mundo. Uma iniciativa da amiga Jô, do Blog Turquezza Variedade.
Obrigada Jô pelo convite!


Um pouco do lado urbano + Bandeira do Brasil

A nossa bandeira e alguns meninos do Brasil.
Imaginem se passaria despercebida a decoração da vitrine dessa loja.
Pra olhar não paga. Risos


Hoje, eu fui ao centro de Auckland, cidade onde moro. Apesar de ser a cidade mais populosa do país, nada se compara ao movimento das grandes cidades brasileiras. Comparando com a minha, Rio de Janeiro, é calmo até demais. Risos

Mesmo assim, não é meu passeio favorito e só vou mesmo quando necessário. E, como não fui passear, apenas pra resolver alguns assuntos, não tirei muitas fotos.

Está acontecendo na cidade a competição esportiva Triatlo. E, para minha alegria e emoção, está lá hasteada a bandeira da minha querida Pátria Amada. Mesmo que eu tivesse com toda a pressa do mundo, isso não teria passado despercebido. Fico emocionada todas as vezes que vejo a nossa Bandeira. Sinto uma coisa forte no peito, e não sei explicar.

Não acompanho nenhum tipo de esporte, mas admiro e sei a dificuldade que passa um atleta pra chegar a um campeonato desse porte.
Encontrei três atletas brasileiros que estavam apressados e um pouco perdidos, mas foram super simpáticos comigo. Apenas desejei boa sorte e me despedi. Não sou tímida ao extremo, mas não tão extrovertida ao ponto de pedir para tirar foto e autógrafos. Acho que até eles se surpreenderam com minha atitude. Risos

Pretendo ir ao centro da cidade em breve, somente para fotografar e mostrar pra vocês. Alguns leitores e seguidores me escrevem perguntando sobre a parte urbana da cidade. Esse assunto não está esquecido. Prometi e vou cumprir.

Tenho vários outros assuntos pra postar aqui, mas preciso de tempo para editar fotos e formular. E, ainda estou em falta com relação à retribuição de visitas e comentários. Não gosto de publicar vários posts, sem antes organizar esse lado.

Por hoje é só.Vamos torcer pelos meninos e meninas que estão aqui representando o esporte brasileiro.

Um lindo e abençoado dia!

O mel mais poderoso do planeta + Abelha ou caixinha de correspondência?

 A abelhinha que guarda as cartinhas.
Acho que vi um gatinho!


Sempre que passava em frente, ela me chamava à atenção, mas não parava para fotografar. Hoje, fiquei falando dentro do carro, como na infância quando minha mãe me pedia pra ir à quitanda comprar alguma coisa. E fui o tempo todo repetindo: "não esquecer de parar pra fotografar a caixinha de correio. Não esquecer........ pronto, parei e cliquei. O que não esperava é encontrar um lindo gatinho, que nem se moveu. Acho que ele sabia que eu iria mostrar essa foto aqui. Risos

Mais uma sugestão para a caixinha de correspondência "letter box", para arquivarmos em nossos projetos futuros.

E, para completar o post, eu trouxe essa matéria abaixo, onde o Repórter Francisco José, que admiro muito, fala das propriedades do meu produzido aqui na NZ e das ervas medicinais.
Pra quem gosta de enriquecer os conhecimentos e quer saber mais um pouco do país que me acolheu, é só assistir ao vídeo abaixo. Sei que muitos passam com pressa, mas eu garanto que vale a pena assistir.



Narrativa da matéria:

Nova Zelândia produz o mel mais poderoso do planeta

Da flor chamada manuka, as abelhas retiram a substância que reforça o poder do mel. Estudos da Universidade da Nova Zelândia comprovaram que ele tem poder antibacteriano.

Estamos no Pacífico Sul, na Nova Zelândia: um país tão pequeno e tão grandioso. Vulcões, lagos azuis e montanhas nevadas guardam tesouros da natureza.

Deste lado do mundo, nasce uma flor muito especial: a manuka. Por detrás da aparência delicada, está a força da natureza. Dessa flor, as abelhas da Nova Zelândia retiram uma substância que reforça o poder do mel. No país, os pesquisadores já batizaram de "fator manuka".

Para chegar perto das caixas que guardam o mel mais poderoso da Terra, é preciso usar uma roupa especial, que nos protege até a cabeça e as mãos. Nós vamos a um apiário a 70 quilômetros da cidade de Auckland.

Essas abelhas trazem para a colmeia essência de pólen extraída da flor de manuka. Estudos da Universidade da Nova Zelândia comprovaram que o mel produzido no país tem ainda mais poder antibacteriano.

Fomos conhecer o aposentado Claude Stratford que, aos 99 anos, usa o mel de manuka diariamente. Ele também come o pólen, riquíssimo em vitaminas e minerais importantes para a saúde, logo pela manhã.


Ele nos conta que, quando criança, teve raquitismo e que os médicos disseram que ele não sobreviveria. O raquitismo é provocado pela falta de vitamina D no organismo. Sem vitamina D, a absorção de cálcio também cai e o desenvolvimento da criança é prejudicado.

Agora, quase centenário, ele atribui ao pólen de abelha a vida longa e saudável. Bill Bracks é amigo do Claude e usa o mel de manuka até sobre a ferida que tem no braço. O curativo é como um emplastro. Segundo ele, a cicatrização é ainda mais rápida. Bill conta também que não há nada melhor para dor de garganta.

Os recursos naturais são preciosos para o povo maori, os nativos da Nova Zelândia. Charles Royal é nosso guia e conhece as tradições. Cada folha que ele encontra na floresta tem um sentido, tem uma utilidade medicinal. É isso que ele explica em uma área de imensa floresta do país.

Uma folha conhecida como kava-kava tem por toda a floresta. Segundo ele, faz bem para o coração, afina o sangue e funciona como um tônico em forma de chá. No Brasil, a kava-kava é vendida em cápsulas e é usada como ansiolítico, para tratamento de ansiedade e insônia. Mas, em excesso, Charles alerta que pode causar problemas no fígado.

A planta também é usada como cicatrizante. Assim como o mel de manuka, eles colocam a folha de kava-kava diretamente sobre o ferimento.

Para Charles, a floresta é uma grande farmácia. Charles coleta tudo o que precisa não só para tratar, como também para prevenir problemas de saúde. Ele costuma ir toda semana à floresta e já está acostumado a andar pelo local.

Para quem estuda ervas medicinais e anda pela floresta na Nova Zelândia, não há nenhum risco com animais, porque no país não tem cobra venenosa, não tem urso, não tem nenhum animal que possa oferecer risco às pessoas que andam pela mata. Bem diferente do país vizinho, a Austrália, que tem talvez os animais mais peçonhentos, mais perigosos do planeta.

Charles conhece bem as trilhas. Na Amazônia, é comum tirar um cipó e encontrar água. Na Nova Zelândia, também. O guia maori mostra que um cipó muito pequeno é úmido e tem água também. Ele é suficiente para matar a sede.

Assim, para quem tem os olhos treinados é até fácil encontrar as ervas medicinais entre as árvores. Charles prepara muitas receitas com piko-piko. Uma delas é feita com cogumelos. Alguns já estão secos, mas basta colocá-los na água para ficarem no ponto novamente.

Charles nos convidou para experimentar uma receita que ele faz com uma mistura de cogumelos, salsichas e as ervas que encontramos na mata. Para acompanhar, chá de kava-kava, pão com piko-piko e biscoitos. É possível aproveitar essas ervas em muitos pratos, da mesma forma que estamos acostumados a usar alecrim, erva-doce, capim limão e tantas outras ervas conhecidas no Brasil e em várias partes do mundo.
Fonte G1

Manuka Flower - Via

Os comentários são muito importantes para o enriquecimento de qualquer publicação. Sem eles, nada teria sentido.
Obrigada pela visita e pelo carinho de sempre.

Gás metano - Imposto de pum de ovelha + Abandonar o blog? Jamais!

 
 Imagem comum nas fazendas da região.
Parar na estrada pra passar uma manada de ovelhas acaba sendo um divertimento, desde que elas não soltem pum... Rs
Aff é terrível!


Além dos comentários nos posts, eu recebo vários emails de leitores que comentam, dão opiniões e deixam mensagens de carinho.

E, em respeito aos que gostam de ler o blog pra saber algumas curiosidades da Nova Zelândia, trouxe hoje, um assunto diferente e curioso.

Esclarecendo também, que não tenho nenhuma intenção de abandonar o blog. Como comuniquei aqui, estou com muito pouco tempo livre pra internet, e pra montar um post é necessário editar fotos, corrigir textos etc. E isso leva bastante tempo.

A minha ausência nas atualizações, visitas e comentários é só por esse motivo. Mesmo assim, já estou me organizando para ter um dia de folga durante a semana, pra poder estar mais presente por aqui.
Atualizar o blog e interagir com vocês faz parte de minha vida. Não dá pra ficar longe por muito tempo. Risos

Então, pra falar um pouco da NZ, eu separei um assunto diferente, curioso, interessante e sério que é a preocupação com os problemas ecológicos.

Pra quem não sabe, a população da NZ é de aproximadamente 4.300.000. De ovelhas 35.000.000, conforme informado nesse reportagem. 
Portanto, têm mais ovelhas do que gente no país. 

Pra aqueles que  não tem tempo ou paciência pra ler todo o texto, leiam pelo menos onde está destacado em vermelho, que dá pra entender sobre o assunto.


Nova Zelândia quer reduzir o gás metano nas flatulências das ovelhas

France Presse

PALMERSTON NORTH, 3 Mai 2012 (AFP) -Para reduzir as emissões de CO2 atribuídas ao gado, os cientistas neozelandeses estudam uma maneira de purificar as flatulências das ovelhas, suprimindo o metano que os ovinos expelem para a atmosfera.

Os cientistas tentam principalmente compreender por que algumas espécies poluem mais do que outras e se alguns regimes alimentares são mais ecológicos.

"O aumento da atenção para a mudança climática e as novas tecnologias nos permitem esperar conseguir o que antes era impossível", explicou Peter Janssen do Centro de Pesquisas sobre o Gás com Efeito Estufa de origem agrícola.

Num laboratório de Palmerston North, na ilha do Norte do arquipélago neozelandês, os animais são fechados durante dois dias um por um em caixas herméticas onde há filtros que medem a frequência de suas flatulências e seus conteúdos.

Os cientistas esperam, graças à genética, poder elaborar uma vacina que impedirá os ruminantes de gerar gás metano (CH4), uma hipótese possível dentro dos próximos 15 anos.

"Agora podemos identificar esses organismos e designá-los especificamente para trabalhar em vacinas a partir de moléculas inibidoras que atacam apenas os micróbios que produzem o metano", explicou Peter Janssen.

Os ruminantes digerem seus alimentos parcialmente, fazendo-os fermentar no estômago antes de devolvê-lo - junto com uma importante quantidade de metano - para poder mastigá-lo mais facilmente.

As Nações Unidas estimam que 18% das emissões com efeito estufa no mundo se devem aos animais de gado. Mas a proporção é claramente mais elevada - da ordem de 50% - na Nova Zelândia, onde pastam 35 milhões de ovelhas e oito milhões de vacas.

O arquipélago investe 50 milhões de dólares neozelandeses (30,8 milhões de euros - 39,8 milhões de dólares americanos) em um programa de redução das emissões poluentes de origem agrícola.

Os agricultores, antes alheios aos problemas ecológicos, agora estão associados a estes trabalhos.

Em 2003, o governo criou um imposto para favorecer a investigação científica, mas teve de voltar atrás ante a pressão dos agricultores denunciando "o imposto dos peidos" (apesar de 90% das emissões, na realidade, serem oriundas de arrotos).

"Nem mesmo o grande público havia compreendido. Na Nova Zelândia é provavelmente justo dizer que somos céticos em relação à mudança climática", admitiu Rick Pridmore, diretor de desenvolvimento sustentável da Federação de Produtores de Leite.

"Mas isso mudou nos últimos cinco anos. Acho que agora os agricultores chegaram a um acordo", acrescentou.

A vacina pesquisada poderá melhorar as capacidades digestivas dos animais, e reduzir assim suas rações alimentares.

O metano (CH4) é emitido pelas zonas úmidas, a extração do carvão, a indústria do gás e do petróleo, as flatulências dos ruminantes e a decomposição dos dejetos orgânicos nos lixões.

Fonte da Reportagem - G1

Uma vez, minha amiga que tem uma fazendinha aqui perto, e já mostrei aqui, me ligou pedindo pra ir lá colocar ração para os animais.  As ovelhas resolveram soltar gases flatulentos enquanto eu cuidava delas. Foi uma experiência nada agradável. Risos 
Não posso imaginar 35 milhões de ovelhas, fazendo isso ao mesmo tempo. Misericórdia! Risos

Sei que o assunto não vai agradar a todos, mas me pediram curiosidades sobre a NZ. Obedeci. Risos
Vocês são testemunhas que não escrevi o nome verdadeiro do imposto. Ele só consta na reportagem do G1.

Tenham um abençoado Domingo

Um ano após o terremoto + You raise me up

Catedral de Christchurch antes e depois do terremoto de Fevereiro de 2011.

Hoje, fez um  ano que aconteceu o terremoto na cidade de Christchurch , onde cento e oitenta e cinco pessoas perderam as suas vidas. Pra quem ainda não acompanhava o blog, poderá ver aqui.

Foi um dia muito triste, mas a NZ é um país muito otimista e organizado, e a cidade está se levantando.
Para os que perderam seus familiares, só resta a saudade. Que essa saudade seja transformada em força, como diz a letra dessa linda música que foi tocada em um momento das homenagens.

Escolhi um vídeo com a tradução legendada em Português para que vocês possam sentir a força dessa canção.

Esse Deus é que sempre nos levanta, seja qual for o terremoto que passar em nossas vidas. Além dele, tem sempre um ombro amigo para nos abraçar e nos encher de forças.

Como diz uma amiga nossa: força na peruca!

.

O sol e o mar levaram a minha tristeza embora.

Piha Beach - Auckland - New Zealand

Depois que cheguei de férias, poucas vezes vi o sol. Já estava até pensando que o verão iria emendar com outono e inverno. Ou seja, frio e chuva o ano inteiro.

Parece que as previsões do tempo para esse verão estão acontecendo realmente. Li nas notícias ano passado, que o início do verão seria de muitas chuvas. Não me importei muito, eu não estaria aqui. Rs E, que no final do verão já seria mais quente. Já cheguei há 19 dias, já estava na hora de fazer um tempo bom.

Assim aconteceu. Depois de um temporal ontem à noite. O dia amanheceu lindo demais.

E, lá fui eu fazer uma caminhada na praia.

Na foto nº 1, é de onde tem um mirante que tem essa linda vista.

Nº 2, eu já estava lá na areia chegando à praia. Surfistas, banhistas, crianças brincando, e até gente acampada. A praia estava com vida. Praia e sol combinam demais.

Nº 3, trilha pra ver a vista lá de cima. Não fui dessa vez, pois deixei meu tênis no carro, e como tinha um compromisso no final da tarde, achei melhor não ir. Assim que fizer um dia lindo como esse, eu volto lá, preparada pra fazer essa trilha e fotografar lá de cima.

Nº 4, essa foto eu tirei lá de cima do mirante. Vendo essa imagem, caminhando descalça na praia, molhando os pés naquela água geladinha, vendo as gaivotas voando, e aquele céu lindo; eu comecei a me sentir de volta a realidade da Nova Zelândia.

É assim que Deus faz. Ontem, eu estava com muita dor de saudade. Até o cheiro dos lugares e pessoas no Brasil, eu ainda sentia.
Depois de desabafar com vocês aqui, e receber tanto carinho pelos comentários e emails, eu comecei a me sentir forte novamente. Muito obrigada a cada um de vocês.

Hoje, eu procurava  sentir o cheiro das praias brasileiras. Descobri que as praias daqui não têm aquele cheirinho gostoso das nossas. Cheirinho de mar. Não sei o motivo, e não me perguntem. Risos Mas é diferente.

E, foi ao descobrir que o cheiro do mar daqui não é o mesmo do mar do Brasil, foi que eu caí na real.
Não estou mais no Brasil e não posso viver aqui totalmente envolvida emocionalmente com as coisas que vi e vivi lá. Ninguém sobrevive assim longe de casa. Não dá pra viver as duas vidas.
Se  eu não separar as coisas, quando a tristeza e a solidão bater, não conseguirei suportar.
Chorar, ficar triste, sentir saudade, isso vai acontecer muitas vezes. Espero que no dia seguinte, faça um lindo dia de sol.

Aqui não tem carnaval. Irei acompanhar as notícias pela internet.

Desejo um carnaval de muita paz. 

Visita ao Marae - Local de Reunião dos Maoris.

 Wharenui - Casa de Reunião dos Maoris
Alguns alunos da turma que são,da China, Iran, Índia e Brasil (eu). Rs


Eu e a Zarah, minha amiga do Iran.

Semana passada eu fui visitar uma tribo Maori com a turma do colégio. Isso faz parte das atividades, pois o  curso é ligado a Faculdade Maori de Auckland, e é importante aprender um pouco sobre a cultura deles.

Alguns momentos não puderam ser fotografados ou filmados, e as poucas fotos que tirei não ficaram de boa qualidade. Mesmo assim, eu vou tentar passar um pouco do que aprendi lá.

Eu já havia visitado uma tribo em Rotorua, que vocês podem ver aqui, mas fui como turista com minha família  que estava passeando na NZ, e alguns detalhes eu não me atentei naquela visita. 
E se vocês forem visitar uma tribo dessas, já saberão como proceder.

Para entrar no Marae, que é o local de reunião deles, todos têm que ficar esperando do lado de fora, até que eles venham nos receber.

As mulheres mais velhas vão à frente, as mais novas atrás. Os homens atrás delas, na mesma sequencia.
Após a Karanga que é a recepção onde eles cantam no idioma Maori, começamos a entrar bem devagar.
Ao chegar à frente do Wharenui (casa de reunião) temos que deixar os calçados do lado direito. 

Lá dentro, os homens sentam na frente, as mulheres mais velhas atrás e as mais novas no final. Os Maoris, que são os anfitriões ficam do lado esquerdo, e nós convidados do lado direito.
Eles fazem tipo uma prece no idioma deles, pois eles acreditam nos seus ancestrais.

Depois dessa linda cerimônia ,saímos para o café da manhã. Mas antes, teve os cumprimentos, que é chamado Hongi, como na foto acima. O cumprimento é assim mesmo, encostam-se os narizes. Portanto, tomem cuidado, é apenas um toque de narizes. Se houver algum erro de encaixe, com certeza, o de vocês que vai doer, e não os deles. As mulheres fecham os olhos na hora de cumprimentar um homem. Se ela ficar de olhos abertos, é por que está gostou do rapaz. Assim uma senhora Maori nos contou.

A única coisa que não gostei, foi que pediram para irmos de roupa escura, de preferência preta. Como não estava fazendo muito frio, me senti um pouco desconfortável. 
Uma das atividades eu vou mostrar em outra oportunidade. 

Eu gosto muito do povo Maori e quero aprender muito mais sobre a cultura deles.

Na última foto estou com minha amiga Zarah que é do Iran. Somos de nações, culturas e religiões totalmente diferentes, mas nasceu dentro de nós uma grande amizade, e essas diferenças não contam nesses casos.

Cobra no meu jardim? Brincadeira! Aqui na NZ não tem cobras.

Essa cobra é brasileira, e foi fotografada por meu irmão, em Goiás.

As cobras são proibidas por lei, de entrar na Nova Zelândia, e não são encontradas nos zoológicos e nos centros de pesquisas.


Eu li, que algumas já foram capturadas nos containers de navios e aviões, que vêem do exterior.
Minha maior surpresa foi saber que existem pessoas que trabalham como catadores de cobra. Ou seja, pessoas que são treinadas para encontrá-las, caso elas aparecem por aqui.


Isso é para proteger os animais e aves nativas do país.

Caso vocês queiram se aprofundar mais no assunto, fica aqui o site.





Vocês pensavam que eu caminho por essas trilhas por que sou muito corajosa? Que nada. Morro de medo de cobra, e como sei que elas não existem por aqui, eu caminho tranquila.Risos.

Semana passada, eu fui visitar o blog da Rê Furlan, que mora num sítio, e  ela havia recebido a visita de uma cobrinha.
Comentei que não têm cobras por aqui, e como ela ficou surpresa, eu resolvi abordar o assunto.
A Liliane perguntou se tem sapo aqui na NZ. Nunca vi.Dizem que onde tem sapo, tem cobra. Já que não tem cobra, não deve ter sapo também, mas não sei ao certo.

Apesar do assunto do post não me agradar muito, e acredito que a muitos de vocês também, é sempre bom aprendermos mais sobre essas curiosidades.

Que não tem cobras aqui na NZ, eu já sabia antes de vir morar, aliás, foram duas coisas que me deixaram alegrinha. Uma por não ter as rasteiras, e outra por ter feijão preto. Não vivo sem esse pretinho. Rs.Só não sabia que aqui tinha emprego para catadores de cobras, achava que era até brincadeira. Deve ser um tédio procurar cobra onde não tem. E confesso pra vocês, que não quero esse emprego pra mim. Risos. Mas se vocês quiserem, fiquem à vontade, se desejarem tentar uma vaga. Boa sorte!

Agora vou indo. Essa prosa sobre cobra não me agradou muito. Risos.

Visualizações

Arquivo

Categorias